ESPORTES: Oito ou oitenta? O verdadeiro peso da conquista e da derrota no Campeonato Mineiro

Segunda-feira pós clássico é dia de resenha, colher os louros e lamber as feridas, principalmente se o jogo do domingo decidiu um título. Atlético e Cruzeiro tem valor inestimável pro torcedor até em par ou ímpar, ninguém quer perder e qualquer vitória tem um gosto diferente, pra lá de especial.

O clássico de ontem valeu o título do Campeonato Mineiro 2017 e o Galo levou a melhor. O torcedor alvinegro comemorou o feito, foi as ruas, fez buzinaço e se empolgou nas redes sociais. O cruzeirense, por sua vez, ficou chateado e elegeu os culpados pela derrota. Não há lua-de-mel entre time e torcida que passe ilesa a uma derrota para o maior rival em uma final, seja essa em qual campeonato for.

A euforia atleticana é justificável, foi a primeira taça levantada no Horto, a quebra de um tabu de dois anos sem vencer o Cruzeiro e uma certa renovação de confiança para a continuidade do trabalho de Roger Machado, que nestes duelos finais levou a melhor sobre Mano Menezes. No segundo jogo, especialmente, o time de Roger venceu e convenceu com uma nova variação tática que agradou ao torcedor.

Se Roger Machado saiu fortalecido do Campeonato Mineiro, o treinador do Cruzeiro não teve a mesma sorte. Assim que o jogo acabou e o Galo levantou a taça, os torcedores celestes criticaram as escolhas do treinador e o modo de jogar da equipe. A escola gaúcha de Mano prima pela defesa em primeiro lugar, combate no meio e pouca proposição de jogo, um contraponto as tradições do clube de origem italiana. Historicamente o Cruzeiro é o time do toque de bola qualificado e do jogo ofensivo.

Além das críticas ao comandante, o cruzeirense também reclamou bastante das atuações de dois jogadores que até as finais estavam sendo muito elogiados: Rafael Sóbis e Thiago Neves não fizeram boas atuações nos dois jogos. Alguns torcedores, inclusive, já cobram a troca de Sóbis por Ábila. O argentino marcou um belo gol no domingo e tem bons números nessa temporada, apesar disso, tem sido pouco aproveitado por Mano Menezes.

O campeonato estadual acabou e o conselho aos torcedores mineiros é simples: nem tanto ao céu, nem tanto ao mar. O atleticano tem que curtir o momento, comemorar e apreciar a vitória que é o bônus do esporte, entretanto, não pode deixar se iludir pelo título. As dificuldades nas próximas competições serão enormes e o time tem que se manter concentrado se almeja alçar voos maiores ainda neste ano. O cruzeirense, por sua vez, tem o direito de cobrar e identificar os erros, mas também não deve criar terra arrasada. É preciso continuar confiando no trabalho que tem sido feito e na qualidade do elenco, que foi montado este ano, pois a derrota de ontem não muda o planejamento azul para as próximas competições: o Cruzeiro vem forte para o Brasileiro e segue bem na Copa do Brasil e Sulamericana.

Hora de comemorar para uns, lamentar para outros e, daqui a pouco, bola pra frente para todos!

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