ESPORTES: O pós-clássico: fim da paciência azul e euforia alvinegra. América brilha

O dia pós-clássico é sempre peculiar. A segunda-feira dos mineiros foi bem diferente, atleticanos gozavam da alegria de vencer a partida frente ao grande rival, enquanto os cruzeirense, revoltados com a direção, o treinador Mano Menezes e alguns jogadores resolveram fazer protesto pacífico em frente a sede do clube no Barro Preto, em Belo Horizonte.

Antes do clássico, o torcedor celeste já estava descontente com empate sofrido contra o Palmeiras, no meio de semana em São Paulo. A equipe que vencia por 3 a 0 e cedeu o empate, poderia ali mesmo ter garantido sua classificação para as semifinais da Copa do Brasil, complicou sua situação e escancarou os problemas defensivos do time, que tomou 3 gols do Grêmio, 3 do Palmeiras e 3 do Atlético, em um período muito curto.

O clássico acaba por trazer à tona as emoções de uma forma por demais exacerbada, o exagero é evidente de um lado e de outro. Nem tudo no Cruzeiro está errado, nem tudo no Atlético está acertado. A cobrança do torcedor cruzeirense é legítima, o time venceu apenas dois jogos nos últimos dez disputados e perdeu o bom futebol apresentado no início do ano. Certo que os times enfrentados no Campeonato Mineiro eram muito mais frágeis que os do Brasileiro, mesmo assim, o time apresentava um certo padrão e uma mínima organização no começo da temporada, e isso se perdeu.

O que tem irritado o torcedor do Cruzeiro é a falta de intensidade durante os noventa minutos, o time começa avassalador e acaba cedendo terreno aos adversários, aconteceu nas últimas duas partidas. O presidente Gilvan de Pinho Tavares não tem aparecido nos momentos críticos e também tem sido alvo das manifestações mais acaloradas da china azul.

Do lado alvinegro, a meta das três decisões, que foi estipulada no início da semana, tem sido realizada com sucesso. As partidas contra Botafogo, Cruzeiro e Jorge Wilstermann, respectivamente, seriam importantes para o Galo encaminhar melhor sua situação nas três competições mais importantes que o clube disputa. Dessas três, o time venceu as duas primeiras e no meio da semana joga pela Libertadores, na Bolívia, com objetivo de trazer um bom resultado na altitude de Cochabamba.

A vitória frente ao maior rival trouxe mais confiança ao torcedor atleticano e acalmou as coisas na Cidade do Galo. Se voltar com um bom resultado da Bolívia, o técnico Roger Machado terá ainda mais tranquilidade para trabalhar e pode passar a variar ainda mais o time titular, especialmente no Brasileiro.

Na série B, o América fez mais uma grande partida, venceu a terceira seguida, 3 a 0 contra o Brasil de Pelotas, e entrou no G-4. O clube alviverde fez seis gols nas últimas duas partidas e não sofreu nenhum. Outro alento, é que o Coelho tem jogado bem no Horto, mas também fora de casa, se credenciando de vez a uma vaga na elite do futebol brasileiro em 2018.

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Amante do futebol, skatista há mais de uma década, entusiasta de automobilismo e apreciador de esportes em geral. Acompanha os principais eventos esportivos nacionais e internacionais, muitos deles "in loco", para absorver melhor as emoções e repassa-las com maior riqueza de detalhes.