ESPORTES: Meu clube trouxe os craques… Será que a conta chega?

Quando o indivíduo começa a organizar, por si mesmo, suas finanças, compreende, muito rapidamente, a importância de um limite nos gastos. O primeiro passo fora dessa linha o ensina: a conta chega! Todavia, ao se tratar de futebol, especialmente de seu clube do coração, o torcedor sofre de uma certa síndrome de gastador. Para ele, o seu clube tudo pode e tudo tem, qualquer loucura financeira que trará instabilidade no futuro vale, pelo ego do presente.

O anúncio de um grade craque, gera alvoroço imediato nos aficionados pelo futebol. A torcida vai pro aeroporto buscar o novo “ídolo”, compra camisas e produtos com o nome da estrela e no outro dia, quer mais. Mais craques, mais estrelas, outros figurões da bola. Porém, poucos se questionam, quem paga essa conta e se ela não pode se tornar alta demais nas temporadas seguintes, colocando em xeque o patrimônio, a história e até mesmo a existência de um clube.

Na arquibancada ecoam gritos de “oh, oh, oh, queremos jogador.”, na mesa da presidência um amontoado de contas a serem pagas, que vão dos salários dos funcionários, a dívidas trabalhistas acumuladas. Além de acordos deixados como heranças malditas de gestões passadas. O torcedor exige resultados imediatos e, para amansar a fera, quem deveria gerir com responsabilidade, amiúde, cede as pressões e faz novas loucuras financeiras, pra dar satisfação a quem não vive a realidade diária e sequer sabe como se pagam as contas da instituição que ama.

São muitos os exemplos pelo Brasil de dirigentes que investiram tudo o que tinham e não tinham na montagem de elencos estrelados e depois deixaram os clubes por períodos longos de pires na mão, colecionando rebaixamentos e em algumas situações a extinção das instituições.

Muitas vezes, o resultado da loucura é imediato, o investimento irresponsável aparece em campo, a taça vem, a torcida comemora e o dirigente é tratado como herói. Só que por traz do brilho das apresentações e conquistas se esconde uma situação que só piora e os torcedores, dirigentes e até jornalistas ligados ao time tentam camuflar. Essa lua-de-mel acaba quando a conta chega e ela chega!

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Amante do futebol, skatista há mais de uma década, entusiasta de automobilismo e apreciador de esportes em geral. Acompanha os principais eventos esportivos nacionais e internacionais, muitos deles "in loco", para absorver melhor as emoções e repassa-las com maior riqueza de detalhes.