ESPORTES: Brasileirão e Primeiras Impressões Olímpicas

Uma segunda-feira diferente para atleticanos e cruzeirenses. Sem discussões sobre os lances das partidas do final de semana, sem as provocações pela vitória de um e derrota do outro. Nada disso. A tradicional resenha dos boleiros, que sempre acontece neste dia, deu lugar à ansiedade nas duas maiores torcidas de Minas. Ambos têm partidas importantes pelo Brasileirão. O Atlético MG enfrenta a Chapecoense hoje às 20h no Independência. Uma vitória coloca o Galo no G-4 do campeonato, exatamente no fechamento do primeiro turno, coroando o bom momento do time.

O Cruzeiro, por sua vez, enfrenta o Corinthians no Pacaembu em São Paulo às 21h. O clube paulista não jogará em sua arena, que está à disposição dos jogos olímpicos. A raposa busca a segunda vitória consecutiva ou, na pior das hipóteses, somar um ponto em São Paulo para deixar a vice-lanterna do Brasileirão, dando provas de que o time realmente mudou sob o comando de Mano Menezes.

O outro mineiro, o América, que já vinha mostrando melhor futebol desde o retorno de Enderson Moreira como técnico, havia esbarrado na falta de sorte e em erros de arbitragem nos jogos anteriores e por isso não venceu. Porém, ontem foi diferente: o time jogou de maneira compacta e, mesmo sem grandes oportunidades no decorrer do jogo, conseguiu anular o meia santista Lucas Lima, que voltava de contusão, e no final matar a partida com um gol aos 45 minutos do 2° tempo. O último colocado venceu o até então líder Santos e animou a manhã do torcedor no Horto.

Nada animador tem sido o desempenho do Brasil em algumas modalidades olímpicas que geraram grandes expectativas. A queda de Sarah Menezes no judô, a derrota da seleção de basquete na estreia para a Lituânia com um início de jogo apático são alguns resultados amargos neste início de Olimpíadas Rio 2016.

Como menção honrosa, além da belíssima abertura, o Brasil aplaude de pé Felipe Wu que nos deu a primeira e única medalha até então. O atirador esportivo conquistou a medalha de prata na Pistola de Ar 10m – Masculino e ainda tem chances de medalhas nos 50m.

A tolerância do brasileiro para as derrotas e o apoio incondicional das arquibancadas aos atletas tupiniquins têm sido elogiáveis. Assim é o espírito das olimpíadas e nós todos, de uma maneira geral, parecemos conseguir entender bem isso. Entretanto, um esporte em especial não tem recebido este apoio incondicional do torcedor ou da imprensa: o futebol masculino.

Seguramente, é o esporte em que os atletas brasileiros possuem a melhor estrutura para os jogos, são profissionais e cheios de mimos. Possuem dinheiro, fama e um bando de bajuladores. Todos nós sabemos que qualquer resultado que venha não sendo o ouro será alvo de vaias e críticas, pois o torcedor de futebol é diferente e o brasileiro, para com este esporte, se comporta de maneira diferente.

Na noite de ontem a seleção canarinho “conseguiu” empatar sem gols com o Iraque. Formada por muitos não profissionais em que o goleiro, de baixa estatura, mora em uma região de guerra e convive com dificuldades para treinar e ter contato com a família, certamente a situação não é mais cômoda para a maioria deles, com exceção apenas de Ali Adnan Kadhim, lateral esquerdo iraquiano, que atua pela Udinese da Itália.

Observando-se a entrega, a dedicação e os dois ótimos resultados da seleção feminina de futebol, um 3 a 0 sobre a China na estreia e um 5 a 1 sobre a Suécia, o grito que vem das arquibancadas traduz bem o sentimento do brasileiro: “Ah Ah Ah Marta é melhor que o Neymar!”

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Amante do futebol, skatista há mais de uma década, entusiasta de automobilismo e apreciador de esportes em geral. Acompanha os principais eventos esportivos nacionais e internacionais, muitos deles "in loco", para absorver melhor as emoções e repassa-las com maior riqueza de detalhes.