ESPORTES: Bola de três e… bingo!

O que dizer sobre um fim de semana sem futebol? Bom, o que posso falar é que, com os grandes centros estaduais em manifesto político, neste domingo a grande parte dos jogos de futebol foi adiada. Por isso me dou o direito, hoje, de falar um pouco sobre basquete. Sim, basquete! Caso não goste, aconselho a nem continuar a ler.

Como não falar de algo tão espetacular que vem, jogo a jogo, nos deixando boquiabertos com tamanho talento, dedicação e, de forma tão simples e natural, nos traz uma impressão muito simplista do basquete. Não, não é bem assim. O que está acontecendo é algo surreal. Um baixinho chamado Stephen Curry que, além de se destacar e quebrar recordes a cada partida, vem também mudando a forma e a essência do próprio esporte.

Há muito tempo atrás o basquete não possuía a linha de três pontos; portanto todo e qualquer ponto, em qualquer distância, valeria apenas dois pontos. Esse tipo de jogo beneficiava os pivôs por estarem mais próximos da cesta fazendo com que diminua a chance de erro nos arremessos. Entretanto, os menores jogadores que atuavam pelo perímetro se sentiam injustiçados por acertarem bolas a longas distâncias valendo os mesmos dois pontos de alguém debaixo da cesta. Assim que a linha de três pontos foi criada o esporte foi se tornando um pouco mais democrático na distribuição dos méritos, ou seja, houve mais espaço para jogadores mais baixos se tornarem protagonistas em suas equipes.

Hoje estamos presenciando mais um desses raros episódios onde a essência do esporte pode se alterar graças ao desempenho do armador do Golden State Warriors, que arremessa bolas de três com tanta facilidade que nos faz ter pena dos adversários. Pela terceira vez Curry detém o título de maior arremessador em uma temporada, ou seja, ele bateu o mesmo recorde três anos seguidos. O que ele faz parece ser jogo sujo. Se o defensor tentar pressionar no perímetro, o garoto usa sua habilidade e agilidade (que armadores costumam ter) para infiltrar e fazer a bandeja. Se a pressão for no garrafão, o menino chuta bolas da linha de três até o meio da quadra, fazendo com que distância não seja problema algum para sua precisão.

Sua genialidade é tanta que vem despertando debates e olhares diferentes sobre o basquete. Certo é que estamos presenciando algo muito especial e devemos aproveitar por termos a oportunidade de assistir aquele que pode vir a ser mais que uma lenda.

Comentários

Lucas, Cabelo e até Lucão (juro!). Único filho homem em uma família com duas irmãs que, assim como todo brasileiro, também sonhava em ser jogador de futebol. Tão talentoso que do campo foi para o sofá e do sofá para o teclado. Hobbie? Bola. Seja redonda ou oval, grande ou pequena, com ou sem costura; a emoção é sempre a mesma!