ESPORTES: A complicada dança dos técnicos no futebol brasileiro

Atualmente a imprensa defende, quase incondicionalmente, a permanência de técnicos, isso porque, de forma geral, os técnicos possuem mais credibilidade que seus comandantes, no caso, as diretorias. Não que isso seja um grande mérito, mas é algo notório e bastante aceitável. Entretanto, treinadores não são intocáveis e o tempo empregado deveria ser analisado em função de vários fatores. Entre os mais importantes, mostrar evolução na formação do time. Se o time não demonstra evolução, tendo potencial para mais do que é apresentado, existe incompetência ou inadaptação.

Contudo, os “cornetas” dominam o ambiente. Por isso há trabalhos promissores ou mal iniciados jogados no lixo, graças às constantes mudanças em elencos. Costuma ser a maneira mais fácil para que os dirigentes se livrem da responsabilidade por uma má fase: jogar toda responsabilidade nos treinadores e, de quebra, ganhar mérito por atender os pedidos de torcedores que nem ao menos sabem o que é impedimento.

Deste modo, são recorrentes as injustas demissões de treinadores que pareciam estar num bom caminho. Por outro lado, técnicos com trabalhos fracos, sem perspectivas aparentes, conseguem sobreviver na função apoiados em vitórias circunstanciais nas partidas mais relevantes.

Os estaduais, onde a qualidade técnica é ínfima, podem fazer um time rapidamente ir do conforto à crise, tudo isso pela grande capacidade analítica dos nossos dirigentes. Conforto quando as coisas vão bem e vencem facilmente, embora isso não lhes renda grande repercussão devido à fragilidade de quem está do outro lado do campo. Crise pelos reveses que lembram a ideia de perder a briga para um bêbado. Seria útil como pré-temporada, se resultados isoladamente pesassem menos.

Portanto, o que podemos perceber nesse assunto é que muito se é falado, mas pouco justificável. Esse comportamento de um torcedor é até aceitável, mas não de um dirigente de um clube. E essas discussões sem qualquer pleito sobre merecer ser ou não demitido já cansou. Se deve ou não ir para rua eu não sei, só gostaria de ver mais coisas importantes sendo debatidas, do que essa mesmice chata de julgar trabalho dos outros sem nenhuma justificativa plausível.

Comentários

Lucas, Cabelo e até Lucão (juro!). Único filho homem em uma família com duas irmãs que, assim como todo brasileiro, também sonhava em ser jogador de futebol. Tão talentoso que do campo foi para o sofá e do sofá para o teclado. Hobbie? Bola. Seja redonda ou oval, grande ou pequena, com ou sem costura; a emoção é sempre a mesma!