COTIDIANO: Ser o único de si mesmo

A impossibilidade de se passar a vida despercebido faz de cada ser o único de si. Não são suas roupas, sapatos, maquiagem ou perfume. Nem os óculos estilizados ou cabelo bem tratado.

O que faz de você alguém que é notado na multidão é o que fica quando você vai. E aqui me refiro às características que as pessoas usam ao se referir a você. Para o outro ficam as lembranças do quão bom ou ruim você foi. Do quão nobre ou baixo se comportou. O quão gentil ou grosseiro foi com as pessoas a sua volta. O quão brigão ou diplomático tentou ser ao longo dos anos.

É a constituição da sua personalidade e do seu caráter que determinam como serão essas lembranças. Uma cabeça aberta para o mundo e a vontade de não se ter um pensamento engessado são os condutores para que as ideias e opiniões mudem. Novas formas de se ver e entender a vida são veículo para novos comportamentos. Ninguém pode te transformar naquilo que você não quer ser!

O que importa no fim das contas é ser o melhor de si mesmo. Dar o máximo para viver de forma leve e constante, dando ao próximo o que recebe dele. Amar quem te ama. Respeitar quem te respeita. Ser companheiro para quem é companhia. Não olhar na cara de quem não se importa. Caminhar em direção de quem lhe abre os braços e dar as costas para quem lhe fecha as portas.

Porque a gente recebe da vida o que a gente dá para ela. Quem caminha de cabeça baixa evita tropeços em pedras, mas não trombadas em troncos. A gente não consegue evitar todo o mal, frustração, decepções, desafios e obstáculos que aparecem. Nem devemos. As pessoas mais felizes que conheço são as que passaram por suas dificuldades com dignidade e otimismo. Essas pessoas têm esperança no futuro e sabem que os problemas estão aí para serem resolvidos.

Se tornar um ser único não exige de você nada além de ser o que se é! E o que você é não precisa ser a mesma coisa uma vida inteira. Se conheça, se reinvente, se permita ver as coisas de outros pontos de vista e se transforme em alguém memorável depois que se for.

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras