COTIDIANO: Recordar é viver!

Estou de férias. Sim, de novo! Eu trabalho muito, uai! Tenho direito! E por isso, ao invés de fazer um texto piegas sobre começo de ano, decidi abrir meus guardados e pescar um texto das antigas para compartilhar com vocês. Mas nem é velho assim, já que o escrevi em 2013. Mas, chata como sou, reli e modifiquei! Não, reli e atualizei! Então, divirta-se! Semana que vem estou de volta com um texto totalmente inédito!

“A dica do dia é: abra a janela, sinta o sol e acorde pra vida. Não está fazendo sol aí? Beleza então. Abra a janela, sinta o vento frio na cara e quase congele, mas acorda pra vida. Estou pouco me importando se você, assim como eu, acorda sem humor. Mas, diariamente, você acorda, certo? Então, hoje, acorde para vida mesmo que com um péssimo humor.

Sabe o que é? A gente tem tão pouco tempo pra aproveitar tudo o que queremos, tudo o que podemos. Pouco tempo para traçar planos e menos ainda para colocá-los em prática.

Um dia você acorda e tem 18 anos. No outro dia tem 25. E logo está com 30, descobrindo que não está nem perto do que imaginou pra si. O tempo corre e a gente esquece de correr junto! Ou até corre, mas o pique vai diminuindo… o fôlego acabando… Você até pode não ter feito nada do que planejou, mas a questão é: está feliz com o que fez até aqui?

Se pensou demais a resposta é “não”. O nosso problema é o apego às pequenas coisas rotineiras que não mudam nada na nossa satisfação pessoal, mas que continuamos fazendo simplesmente porque não sabemos substituir por algo novo.

“Ah, Tati, e sair da minha zona de conforto? E se der errado esse trem de fazer coisas novas?”

 Sério que o novo ainda te assusta? Jura que as convenções ainda são importantes pra você? Então você realmente precisa acordar pra vida. Arrisque-se criatura! Faça pequenas loucuras pessoais e veja no que dá!

Saia sem blusa de frio, mesmo sabendo que o tempo vai virar de madrugada! Tome três doses de tequila numa noite de quinta, mesmo sabendo que tem que levantar cedo na sexta. Finja que o telefone do escritório não está tocando e deixe que outra pessoa atenda. Mande uma mensagem de bom dia e diga que está com saudades daquele cara que você está a fim. 

É como diz o conhecimento popular: “o não você já tem… o que perde ao arriscar um sim?”

Por favor, viva! Sorria mais, se divirta mais, veja mais graça nas coisas, tenha planos (no plural). Planos “A”, “B”, “C”… um alfabeto inteiro. Se permita partir para o próximo quando um deles falhar. Porque vai! Que graça teria viver se tudo na sua vida desse certo?

Sofra quando se frustrar. Chore quando um amor acabar. Viva o luto do fim de relacionamento. Morra de saudades. Mas aprume o corpo logo em seguida e pé na estrada.

Já parou pra pensar quantas boas surpresas a vida não te trouxe quando você afrouxou as rédeas? Amigos que você fez numa fila de banheiro e ainda estão no círculo de “bons”! Uma oportunidade de emprego num jantar de família. Um beijo inesquecível num carnaval qualquer. Um papo inteligente numa festa chata. Uma mensagem depois de achar que o cara não ia aparecer.

Vá ser feliz! Porque gente que cumpriu as metas que se impôs, anda aos montes por aí. Mas histórias incríveis para contar aos netos, isso a gente só tem quando a meta principal é aproveitar a vida e não apenas passar por ela!”

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras