COTIDIANO: O que a gente tá fazendo da nossa vida

Quando uma tragédia como a que aconteceu essa semana ressoa nos nossos ouvidos e nos deixa em estado de choque, passam “zilhões” de pensamentos desconexos e desordenados na nossa cabeça. Questionamentos, na sua maioria, sem respostas. A gente se comove com a dor alheia, que acaba sendo também a nossa dor. E a gente confirma o que que bem disse a jornalista Fernanda Gentil, “mais uma vez a vida fez planos pra gente, e não a gente pra ela…”

Como se explica a queda de um avião que não levava apenas pessoas de um destino ao outro. Levava jogadores de futebol felizes e orgulhosos de seu bom desempenho. Levava os sonhos desses esportistas de serem campeões. Levava uma equipe de tripulantes que já tinha levantado voo incontáveis vezes e pousado em segurança em todas elas. Levava jornalistas que estavam cansados de entrar e sair de aviões, correndo atrás daqueles jogadores, onde quer que eles fossem jogar.

Naquele avião estava o peso de planos de um futuro cheio de esperanças e alegrias. Uma vida inteira ainda por viver. Ali dentro estavam filhos, irmãos, maridos, pais. Pessoas que certamente não partiram sozinhas. Partiram levando pedaços imensos de quem ficou aqui, arrasado, se perguntando insistentemente “por que?”. De quem vai seguir seu caminho lembrando dolorosamente como a vida é frágil. E como ela pode nos ser tirada em um piscar de olhos.

Nessas horas, não podemos esquecer que o mais importante não é o que temos na vida… mas quem somos, as relações que construímos, o quanto aproveitamos o tempo que temos. Portanto, fale para as pessoas que lhe são importantes o tanto que você as ama. Abrace, beije, sorria. Curta os bons momentos e não dê importância aos ruins. Eles passam! E quando a gente se vai, o que resta é o quão boas serão as memórias que construímos.

E, por fim, uso as palavras da Fernanda Gentil novamente: “a gente pensa em amar mais, julgar menos, nos declarar mais, reclamar menos, agradecer mais, agredir menos, viver mais… e em questão de dias, esse “efeito” passa. Só que a gente não pode esquecer que em questões de dias, a vida também passa. Então, esse efeito tem que durar”.

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras