COTIDIANO: Eu creio, eles creem, nós não precisamos brigar por isso

Assunto espinhoso, mas devido às manifestações relativas ao fim de ano, achei bem apropriado trazer à luz das discussões saudáveis.

Todo mundo sabe, desde que o mundo é mundo e os nossos pais de criação católica nos ensinaram, que dia 25 de dezembro é dia do nascimento do menino Jesus. Talvez uma das datas mais importantes do Cristianismo. Um simbolismo gigante que rege a vida de muita gente e guia a fé dessas mesmas pessoas.

Já vou deixar claro pra quem pensar em dizer que estou falando de religião: Não estou! O assunto aqui é crença! E para crer, meu amigo, não necessariamente você precisa de uma igreja, um templo, uma missa, um culto, ou seja lá o que for que te faz bem.

Tem que crer em Jesus, em Xangô, em Buda, em Maomé, em nada… E cada um com seus problemas e com suas soluções inspiradas nas histórias de suas crendices, sejam escoradas por religiões ou não.

Acredito que fé é algo importante de se ter. Para mim, fé é sinônimo de esperança em dias melhores. É a impressão de que o ruim vem, mas o bom sempre se sobrepõe. Fé é a mais transparente manifestação de boas novas, energias positivas e renovação.

E as festas de fim de ano me inspiram isso: novidades!

Então, independente do que ou de em quem você acredite, deixe-se contagiar por esse sentimento. Aproveite a oportunidade para tirar da sua vida, de uma vez por todas, o que te fez mal ao longo do ano e mantenha apenas o que é positivo. Já bastam as negatividades diárias que recebemos.

Limpe seu armário, tire as roupas que não te servem, desapegue daquele tênis velho, doe o que não te faz mais falta, dê presentes, distribua abraços, não negue carinho, jogue fora os papéis velhos, dispa-se das mágoas, esqueça as tristezas e lembre que as decepções fazem parte do aprendizado nosso de cada dia.

E passe o seu mês de dezembro dedicando os últimos dias de 2015 a seu Deus, seu santo, seu Orixá, seu “o que há de mais forte na crença”… Ore, reze, bata tambor, finque pé, medite. Faça o bem a você e deseja um bem maior ao outro. Já estamos assistindo guerras de mais para travá-las também em nossas vidas!

Eu ofereço meus dias (todos eles) a São Jorge e Ogum, meus protetores! A eles, todos os agradecimentos por mais um ano de infinitas boas novas.

“Eu sou descendente Zulú. Sou um soldado de Ogum, devoto dessa imensa legião de Jorge. Eu, sincretizado na fé, sou carregado de axé e protegido por um cavaleiro nobre. Sim, vou na igreja festejar meu protetor e agradecer por eu ser mais um vencedor nas lutas e nas batalhas. Sim, vou no terreiro pra bater o meu tambor. Bato cabeça e firmo ponto, sim senhor! Andarei nesse dia e nessa noite com meu corpo cercado, vigiado e protegido pelas as armas de São Jorge. Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia.”

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras