COTIDIANO: Dos sapos que a gente engole

Dica do dia: para problemas estomacais e má digestão recomendamos paciência, porque se o sapo for muito grande não tem bicarbonato que chegue para resolver o problema… e já se prepare para os vários dias seguidos de azia infindável!

Tem muita coisa que a gente resolve nessa vida com um bom chá de boldo, um sonrisal salvador e omeprazol de leve. Mas quando o sapo que a gente engole desce pulando goela abaixo, meu amigo, não tem remédio que ponha para fora.

Faz parte da vida, não é?! Ouvi minha mãe dizer, desde que me entendo por gente, que “nós não comemos só o que a gente gosta”. Sabedoria milenar inegável. E haja estômago para suportar o que não apetece o nosso paladar.

Vou falar sério com vocês, não tem nada mais desagradável do que ter que digerir uma situação pela qual nos obrigam a passar. Ouvir desaforos, falsas acusações, desmandos e grosserias sem poder revidar… porque naquele momento você tem motivos de força maior para ter que suportar. E haja maturidade para passar por isso. E haja motivo importante para fingir que não aconteceu. E haja impedimentos para agir!

Acontece, colegas, que nós não deveríamos passar por uma coisa dessas na vida! A gente fica se remoendo por ter aceitado tão placidamente algo tão ofensivo.

Uma colunista brilhante da Revista Bula, Karen Curi, escreveu sobre o assunto uma vez: Até aonde vai a nossa passividade? Engolir sapos é consentir com o que é dito sem nenhuma objeção. Agindo assim estaremos ferindo a nós mesmos e o nosso brio. Quando oprimidos nos sentimos incapazes, frustrados, e logo passamos a demonstrar apenas uma parte nossa. Para que sejamos inteiros é preciso revelar quem somos, o que pensamos, o que queremos. Sejamos nós e o que nos caracteriza sem o medo da reprovação e a necessidade de aceitação. Atenção: Engolir sapos é uma prática tóxica e nociva. Mantenha distância.”

Portanto, leitores amados, peço encarecidamente a vocês: vamos zelar pelo nosso bem estar estomacal e prestar mais atenção no que temos que engolir vida afora! Não importa a procedência do sapo, não há raio “gourmetizador” que transforme ele numa boa refeição!

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras