COTIDIANO: Aqueles “trem” que vem do nada

Dias desses, numa conversa sobre música, um amigo falou de um disco da banda Fresno. Não, não sou fã. Não, não conheço quase nada deles. Mas o que me chamou a atenção foi o título de um dos discos dos roqueiros brasileiros: “Cemitério de boas intenções”.

Gente! Que nome fantástico! Que título incrível!

Essa foi minha reação imediata quando ouvi isso… “Cemitério de boas intenções”. Vocês conseguem entender a maravilha que é esse título, gente? Não faço a menor ideia de como são as músicas do disco que leva esse nome fenomenal… mas só pelo nome eu comprava!

A partir do momento que ouvi esse nome, viajei nele e dispersei total do assunto original… fiquei pensando naquele ditado “De boas intenções, o inferno está cheio.” Então me ocorreu o seguinte, quantas vezes a gente não erra feio tendo as tais boas intenções em mente? Quantas pessoas nós conhecemos por aí sendo castigadas por agirem em prol de boas tentativas mal sucedidas?

Chega a ser triste… porque boas intenções não deveriam ser condenadas.

Ao mesmo tempo, usar as muito famosas boas intenções como justificativa para grandes erros, parece também ter virado um mau hábito adquirido por muitos. O que justifica, e muito, o ditado citado acima.

A questão é: o que estamos fazendo com as nossas intenções boas? Usando elas como desculpas, como escudos, como práticas? As suas estão onde? Sendo referências importantes da sua vida e do seu convívio humano; servindo como um memorial das suas tentativas em um cemitério florido ou te condenando a recordações ruins por não terem nunca passado apenas de intenções?

Sabe o que eu acho? Que as boas intenções só fazem sentido quando deixam de ser “intenções”. Não adianta ser bem intencionada e não colocar aquilo em prática. Ficar com uma boa ideia apenas na cabeça, é o mesmo que não a ter tido!

Lutemos em prol de mais coragem para transformar intenções em ações! Vai lá! Se arrisque! Deixe a insegurança de lado e transforme seu “cemitério de boas intenções” em um jardim de importantes ações!

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras