CINEMA: Cinco filmes para assistir no Dia Internacional da Mulher

Na próxima quarta-feira, 08 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. A data, historicamente, remete a uma série de lutas em busca de ampliação e reconhecimento de direitos para as mulheres. Nos últimos anos, a causa feminista conseguiu importantes vitórias, mas ainda existe um longo caminho a ser percorrido para que se tenha uma sociedade mais igualitária e com respeito de gênero.

Para marcar mais uma comemoração do Dia Internacional da Mulher e se aproximar dos dilemas e causas delas, separamos cinco filmes que retratam casos de luta e relatos de força delas. Confira!

Norma Rae

Dir.: Martin Ritt. Norma Rae (Sally Field) é acostumada ao trabalho: desde os 16 anos luta por seu ganha pão. Ao conseguir emprego em uma fábrica têxtil, ela acaba se tornando líder de suas colegas para conseguir criar um sindicato que possa representar a categoria e garantir mais direitos. A iniciativa gera um confronto com os seus patrões. O longa é baseado em uma história real e retrata a luta por igualdade entre homens e mulheres e a equiparação salarial. Sally Field ganhou um Oscar por seu papel.

A Cor Púrpura

Dir.: Steven Spilberg. O ano é 1906 e a cidade é Georgia, no sul dos EUA. Celie (Whoopi Goldberg), uma adolescente, é violentada pelo próprio pai e acaba mãe de duas crianças. Pouco depois, é vendida para Mister (Dany Glover), que a trata como escrava. Nessa jornada sofrida, a única forma de expressão encontrada por Celie para se expressar são as cartas, onde expressa toda a sua tristeza. No longa, Whoopi Goldberg entrega uma interpretação delicada e marcante que rendeu uma indicação ao Oscar. “A Cor Púrpura” ainda recebeu outras dez indicações ao maior prêmio do cinema.

Frida

Dir.: Julie Taymor. O filme conta a biografia de Frida Kahlo (Salma Hayek), um dos principais nomes da história artística do México. Pintora surrealista, Kahlo se notabilizou por um trabalho baseado em autorretratos em que retrata suas limitações, físicas e de saúde, e sua sexualidade. A artista, que foi casada com Diego Rivera (Alfred Molina) e teve um caso com Leon Trostky (Geoffrey Rush), se tornou um dos símbolos do feminismo. Salma Hayek recebeu uma indicação ao Oscar por sua atuação no longa.

As Sufragistas

Dir.: Sarah Gavron. O filme se passa na década de 1840 e mostra a luta das mulheres pelo direito ao voto. Na época, as mulheres eram impedidas de participar das decisões políticas, pois, segundo os homens, em caso de participação delas nesses assuntos poderia acontecer a perda da estrutura social. As mulheres também lutam pelo movimento sufragista, que vai além do direito ao voto: também pede o fim da desigualdade. O longa é baseado em fatos reais e trata de temas que até hoje permanecem bastante atuais: jornadas de trabalho mais justas e fim do abismo salarial entre homens e mulheres. A história é o tratado da força feminina e da incansável luta contra uma sociedade opressora.

Volver

Dir.: Pedro Almodóvar. O estupro e o abuso são medos constantes na rotina das mulheres. Almodóvar, nesse longa, coloca essas crueldades como tema central de discussão e nos leva a uma profunda reflexão. Raimunda (Penélope Cruz) batalha muito para sustentar a sua filha, mas a sua fibra se torna mais evidente quando se vê em um embate familiar: sua filha mata o pai após ser estuprada por ele. Raimunda se desfaz do corpo, se arrisca e faz de tudo para proteger a sua filha violentada.

CLIQUE AQUI E LEIA OUTROS ARTIGOS DA COLUNA CINEMA

Comentários

A profissão é jornalista. A diversão é um livro. Mas também pode ser um filme ou uma série. O esporte é futebol - desde que acompanhado do sofá da sala. O universo digital exerce grande interesse. Não dispensa uma xícara de café ou um copinho de cerveja.