Bateras!

Fala music lovers! Hoje resolvi falar dos meus ídolos! Sendo mais específico: dos bateras que foram inspiração para que eu me tornasse um baterista também.

Desde criança a bateria sempre me encantou. Nas fanfarras eu adorava o rapaz que tocava aquele bumbo enorme girando as baquetas amarradas por uma corda em um malabarismo mágico.

Toco desde meus 14 anos, quando atormentei minha mãe pra que comprasse aquele trambolho barulhento e deixasse no meu quarto. Os vizinhos não gostaram muito da ideia. Logo descobri o quão solitário é esse instrumento, o que me levou rapidamente a descolar uma banda.

Nessa época, o negócio era rock and roll. Mesmo não sabendo exatamente onde começava e terminava o gênero, ouvia e tocava desde Legião Urbana e Nenhum de Nós (rs) até Megadeath e Metallica. E eu achava Metallica o som mais pesado do mundo! Inocência pura.

Fui crescendo e aprendendo a gostar de outras coisas: Jazz, Blues, Soul, Folk e uma infinidade de outros estilos que me fizeram conhecer vários outros bateristas que me tiravam o sono. Eu sempre me perguntava: “como esse cara consegue fazer isso?”. O que era um grande incentivo para sentar na bateria e ouvir a mesma música 250 vezes até entendê-la. Às vezes sem nem conseguir tocar aquilo que aquele cara estava fazendo.

Então vamos lá! Segue a lista dos dez mais na minha humilde opinião de baterista.

1- John Henry Bonham
O baterista do Led Zeppelin foi o maior de todos os tempos. Sua pegada é única e ele foi um dos precursores dos tempos quebrados no rock and roll. Tem uma união magnífica de técnica, força e, principalmente, instinto. O improviso dele era algo realmente genial.

2- Neil Peart
O canadense baterista do Rush é, se não o melhor, o mais técnico dos bateristas de rock ainda vivo. Com sua bateria, que mais parece uma loja de percussão, prima pela técnica e velocidade em suas músicas, utilizando tambores de vários tamanhos e formatos para tirar sons ímpares, muito pouco utilizados no rock. É raro vermos uma banda onde o seu principal integrante é o baterista. É assim no Rush.

3- Cozy Powel
Para justificar a escolha de Cozy vou somente citar algumas bandas onde ele já tocou: Jeff Beck, Rainbow, Whitesnake, Mickie Most, Black Sabbath, Keith Emerson e Greg Lake (Emerson, Lake & Palmer). Esse cara era uma máquina. Tocava com uma força descomunal parecendo que a bateria iria desmontar em suas mãos a qualquer momento.

4- Vinnie Paul Abbott
O baterista do Pantera assume o 4º lugar pelas suas composições ferozes e uma técnica incrível, que mistura ritmos alucinantes do metal com tempos bem divididos do rock progressivo dentro de uma mesma música.

5- Keith Moon
O excêntrico baterista do The Who, além de uma técnica refinada, uma pegada muito forte e ser conhecido por suas viradas gigantescas, tem uma presença de palco como nenhum outro. Famoso por seus surtos durante os shows onde arremessava partes de sua bateria e a destruía ao final das apresentações. O “Moon the Loon” é um dos caras mais legais de se ver tocar.

6- Buddy Rich
Esse cara é uma lenda e poderia estar muito bem encabeçando esta lista, mas como eu estou avaliando além dos bateristas as bandas em que tocavam, entre outras coisas, achei aqui um bom lugar pra ele. Buddy é visto por muitos bateristas, inclusive por alguns já citados acima, como o baterista mais técnico que já existiu. Tocando e gravando com as maiores big bands dos EUA foi, sem dúvida nenhuma, o maior baterista de Jazz da história.

7- Ginger Baker
O baterista do Cream é reconhecido por ser o inventor dos solos de bateria. Tocando sempre com grandes músicos, Ginger foi um dos mais inovadores bateristas de sua época. Pra tocar com Erick Clapton não é qualquer um, né?!

8- Lars Ulrich
O baterista e fundador do Metallica tem, como principal característica, sua técnica refinada e seus improvisos durante os shows. Você nunca verá esse cara tocando uma música da mesma forma duas vezes. Suas quebradas e viradas fora do tempo são suas marcas registradas, juntamente com suas “cavaladas” no pedal duplo, que sempre foram uma das maiores características de sua banda.

9- Mike Portnoy
Dono de uma técnica incrível, esse cara é o Deus de quem gosta das músicas de metal progressivo e virtuoso. Vencedor de 29 prêmios da conceituada Modern Drummer Magazine, Portnoy também faz parte do Hall da Fama dos bateristas. Foi por 25 anos baterista de uma das bandas mais técnicas e virtuosas de todos os tempos: o Dream Theater.

10- Cláudio Infante
Vamos colocar um brazuca nesta lista. Cláudio já tocou e gravou com grandes nomes da música brasileira e internacional como Ed Motta, Marisa Monte, Davi Moraes, entre muitos outros. Pode ser um exagero esse cara aparecer por aqui, mas o conheci pessoalmente em um workshop e esse cara é fantástico. Músico formado é, hoje, no Brasil, um dos maiores conhecedores de música brasileira, latina e caribenha. Sua mistura de ritmos e culturas é algo sensacional. Haja técnica pra colocar isso tudo em prática.

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André Luiz é publicitário, sócio fundador da Origami Propaganda, músico e um apaixonado pelo cinema. Viciado em páginas de Design e programas de culinária, mesmo sem saber aplicar nada na cozinha. Amante do futebol, tanto no campinho do bairro quanto nos grandes estádios, e das suas companhias: o "tira-gosto" e a cerveja.