A Nova Ortografia – O Uso do Hífen

Prezados leitores, estamos de volta para dar continuidade ao tema Nova Ortografia. Conforme dissemos na coluna da semana passada, as novas regras ortográficas da língua portuguesa entraram em vigor dia 01 de janeiro de 2009 e estão valendo. Por isso, é sempre bom estarmos atentos a elas.

A coluna dessa semana se propõe abordar a questão da aplicação do hífen, com suas regras aparentemente complicadas. Comecemos falando do hífen e prefixos. Com prefixo, usa-se o hífen diante de palavras iniciadas por h. Exemplos: anti-higiênico, anti-herói, mini-hotel, sobre-humano, super-homem, sub-humano.

Entretanto, não se utiliza o hífen quando a vogal final do prefixo ou falso prefixo, e a inicial do segundo elemento forem diferentes. Exemplos: antiaéreo, autoaprendizagem, autoescola, coautor, extraescolar, hidroelétrico, infraestrutura, plurianual, semianalfabeto.

É bom observar que, quando a vogal final do prefixo e a inicial do segundo elemento forem iguais, deveremos sempre usar o hífen. Exemplos: anti-inflacionário, auto-observação, contra-ataque, infra-auxiliar, micro-organismo, micro-ondas, semi-internato. Exceção: o prefixo co justapõe-se, em geral, ao segundo elemento, mesmo que este se inicie por o: cooperação,
coordenar, cooptar etc.

Escrevem-se sem hífen as palavras formadas por prefixo ou falso prefixo terminado em vogal, tendo o segundo elemento começado por consoante: autopeças, coprodução, microcomputador, minimercado, pseudopensador, semicírculo, seminovo, ultravioleta.

Também não se emprega o hífen nas formações que tenham o prefixo ou falso prefixo terminado em vogal e o segundo elemento iniciado por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas consoantes. Exemplos: antirreligioso, contrassenso, macrorregião, microrregião, macrossistema, microssaia, minissaia, neorrealismo, ultrassonografia.

Usa-se hífen com os prefixos hiper, inter e super quando o segundo elemento começa com r.
Exemplos: hiper-realista, inter-regional, super-resistente. Nos demais casos escreve-se sem hífen. Exemplos: hiperacidez, hipermercado, interestadual, intermunicipal, superaquecimento, superexigente, superinteressante, supermercado.

Com o prefixo sub, o hífen se impõe diante de palavras iniciada por b, h ou r. Exemplos: sub-base, sub-bibliotecário, sub-humanidade, sub-região, sub-raça. Nos demais casos, escreve-se sem hífen. Exemplos: subárea, subitem, subprefeitura.

Usa-se hífen nos compostos com além, aquém, recém e sem. Exemplos: além-mar, além-mundo; aquém-mar, aquém-pirineus; recém-nascido; recém-nomeado; sem-casa, sem-cerimônia.

Com circum e pan, o hífen se impõe diante de palavras iniciadas por h, m, n ou vogal. Exemplos: circum-hospitalar, circum-mediterrâneo, circum-navegação, vircum-uretral; pan-americano, pan-helenista, pan-negritude.

Por hoje é só. Espero não ter cansado vocês com essas regrinhas básicas para uma boa redação. Caso não queiram “decorá-las”, simplesmente use essa coluna como fonte de consulta. Nossa proposta é facilitar sua vida e torná-los redatores antenados com a língua pátria.

Uma observação: vocês podem nos ajudar enviando dicas. Elas certamente serão avaliadas e veiculadas na coluna.

Até a próxima semana e boa leitura.

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.