15 dicas de português para concurso — siga sem se confundir!

Prezado leitor, existem competências obrigatórias para profissionais de qualquer área e o domínio do português é uma delas. Ainda assim, erros e dúvidas quanto ao uso correto da língua é uma constante, tanto nas relações pessoais quanto no mundo corporativo.

Erros frequentes refletem problemas na educação de base do brasileiro e muitas pessoas acabam ingressando no mercado de trabalho ou iniciando estudos para concursos públicos com muitas dúvidas.

Além de deficiências na formação básica, a falta de familiaridade com a escrita também contribui para o problema. Portanto, se você costuma consultar o dicionário e a internet para sanar dúvidas linguísticas pontuais, aproveite esse guia com as principais dicas e algumas pegadinhas presentes na Língua Portuguesa para você acertar nos concursos públicos e nas conversas do dia-a-dia.

Dando continuidade ao prometido, a partir dessa coluna vamos enumerar uma série de dicas importantes para a sua vida. É provável que algumas dessas dicas sejam repetição do que aqui foi publicado. Mas não importa pois, como dizem os maranhenses, “o que abunda não prejudica”. Então, vamos a elas!

  1. Menas ou Menos? “Menas” não existe. Mesmo referindo-se a palavras femininas, use sempre menos.
  1. Zero graus ou zero grau? Zero está no singular, portanto, o substantivo grau deve acompanhá-lo na flexão. O correto é: Zero grau.
  1. Quatorze ou catorze? Você pode ficar à vontade para usar qualquer uma das formas, visto que ambas estão corretas.
  1. Seje ou seja? Esteje ou esteja? Esqueça o seje e o esteje. Essas palavras são usadas de forma errada na expressão oral. Seja e esteja são as opções corretas.
  1. Troféis ou troféus? Lembre-se: a terminação “éis” deve ser empregada apenas nas palavras terminadas em “el”, como papel, pastel, tonel, entre outras. Sendo assim, as palavras terminadas em “éu”, quando flexionadas no plural, devem levar a terminação “éus”. Portanto, o correto nesse caso é troféus, chapéus, céus etc.
  1. Ela quiz ou ela quis? Assim como toda a conjugação do verbo querer (quiseram, quiseste, quisera, etc.), a palavra quis deve ser escrita com ‘s’. O correto, então, é ela quis.
  1. Quite ou quites? “Quite” deve concordar com o substantivo a que se refere. Se for no singular, podemos dizer que “o contribuinte está quite com a Receita Federal”, por exemplo. Já no plural, “os contribuintes estão quites com a Receita”.
  1. Media ou medeia? Há quatro verbos irregulares com final “iar”, são eles mediar, ansiar, incendiar e odiar. Todos se conjugam como “odiar”, portanto, o correto é medeio, anseio, incendeio e odeio. Exemplo: Ele sempre medeia os debates.
  2. Ao meu ver ou a meu ver? “Ao meu ver” não existe. O correto é “a meu ver”. Exemplo: A meu ver, o evento foi um sucesso.
  1. A ou há? Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver. Exemplo: “Atuo no setor de controladoria há 15 anos”. O a, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância. Exemplo: Falarei com o diretor daqui a cinco dias, ou, ele mora a duas horas do escritório”.
  1. Retificar ou ratificar? Retificar refere-se ao ato de corrigir, emendar. Exemplo: Vou retificar os dados da empresa. Ratificar significa confirmar, comprovar. Exemplo: Estávamos corretos. Os fatos ratificaram nossas previsões.
  1. Tem ou têm? Tem refere-se à 3ª pessoa do singular do verbo “ter” no Presente do Indicativo. Exemplo: Ela tem uma casa na praia. Têm refere-se ao mesmo tempo verbal, porém na 3ª pessoa do plural. Exemplo: Elas têm uma casa na praia.
  1. Fim de semana ou final de semana? Fim é o contrário de início. Final é o contrário de inicial. O correto nesse caso é “Bom fim de semana”.
  1. A par ou ao par? No sentido de estar ciente, o correto é “a par”. Exemplo: Ele já está a par do ocorrido. Use “ao par” somente para equivalência cambial. Exemplo: Há muito tempo, o dólar e o real estiveram quase ao par.

Boa leitura!

Fonte de pesquisa: LFG blog Acontece.

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.