Tudo sobre o Eclipse Total do Sol que aconteceu hoje

Nessa terça-feira, o único Eclipse Total do Sol de 2019 chamou a atenção de estudiosos e curiosos do mundo inteiro. Por quase dois minutos, no Chile e na Argentina, foi possível vislumbrar o fenômeno de forma quase total. No Brasil, de forma parcial, 14 das 27 capitais ofereceram alguma visibilidade parcial. Na capital gaúcha, 57% do Sol foi encoberto pela Lua.

Pesquisadores do Observatório Nacional explicaram que o eclipse total se tornou ainda mais especial porque aconteceu sobre observatórios astronômicos, como La Silla e Cerro Tololo, na região chilena de Coquimbo. As últimas duas vezes em que algo semelhante aconteceu foi em 1961, na França, e em 1991, nos EUA.

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Esse oportunidade perfeita dei para os cientistas a possibilidade de realizar experimentos que podem revelar segredos sobre o Sol, como os que envolvem a coroa solar só é visível quando há o fenômeno. Ela ainda é cercada por mistérios como por que ela é mais quente do que a própria superfície do Sol.

Os pesquisadores chilenos aproveitaram repetir um experimento feito na cidade cearense de Sobral, em 1919, quando ficou comprovado que a força de gravidade do sol altera o caminho da luz de outras estrelas até a Terra, ou seja, provou que a Teoria da Relatividade Geral, proposta por Albert Einstein, estava correta.

Curiosidades

  • No Chile, eram aguardados entre 150 e 180 mil forasteiros. Todas as vagas nos hotéis de Vicuña, La Serena e Coquimbo estão reservadas há meses. O governo calcula que cerca de 100 mil carros se dirigiram à região.
  • Inaugurado em 1960, o Observatório La Silla – administrado pelo Observatório Europeu do Sul – abriu as portas para que mil convidados, entre cientistas, jornalistas e interessados no assunto, acompanhassem o fenômeno com a ajuda dos equipamentos e da localização privilegiada.
  • O cineasta carioca Bruno Safadi foi até Bela Vista, na província argentina de San Juan, junto a fotógrafa portenha Paula Abramovich, para filmar o fenômeno. A cena será usada na abertura de seu próximo longa-metragem, uma coprodução entre os dois países: “Lilith”.

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