Radiotelescópio Canadense capta sinais suspeitos vindos de um mesmo lugar no espaço

Muita gente não acredita que haja vida inteligente fora da Terra, mas graças à investimentos altos em grandes agências espaciais os mistérios da astronomia vem sendo revelados. Um deles, que colocou pulgas atrás das orelhas dos pesquisadores durante os últimos anos, as chamadas rajadas rápidas de rádio (em inglês, FRB) estão entre os mais intrigantes.

O fato é: sua origem é desconhecida! As rajadas foram descobertas, sem querer, em 2007; registradas novamente em 2015 pelo Observatório de Arecibo, em Porto Rico; e identificadas novamente em 2019 por pesquisadores canadenses. Essa nova recorrência foi descoberta graças ao Chime, um novo radiotelescópio localizado em um vale na Colúmbia Britânica.

E o mais impressionante é que, durante último verão do hemisfério norte, o instrumento passou três semanas procurando FRBs e achou ao todo 13! Os resultados foram detalhados em um artigo publicado na revista Nature. Lá, os pesquisadores dividem com o mundo outro mistério. A frequência dos sinais é baixa, ao contrário das FRBs anteriores, cujas frequências giravam em torno dos 1,4 mil megahertz (MHz). As novas não passam dos 800 MHz.

Muitos astrônomos defendem a ideia de que as causas sejam naturais, como buracos negros ou a fusão de estrelas de nêutrons superdensas. Mas, há nomes respeitados da comunidade científica que discordam e apresentam suas próprias hipóteses. É o caso do professor Avi Loeb, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, e seu colega Manasvi Lingam, de Harvard, que defendem a ideia de que as FBRs sejam sinais emitidos por artefatos tecnológicos de dimensões planetárias feitos por extraterrestres de outras galáxias. Eles escreveram um artigo em que descrevem transmissores gigantescos usados com o objetivo de acelerar espaçonaves, da mesma forma que um barco à vela usa o vento para se locomover.

Certo é que estudos recentes ainda não conseguiram fornecer informações suficientes para provar que qualquer fenômeno natural se encaixe nas características das rajadas rápidas de rádio. Justamente por isso, a opção de uma fonte alienígena não ter sido descartada, principalmente porque  apenas 60 FRBs foram documentadas pela ciência. Os cientistas continuam trabalhando para que avanços tecnológicos possibilitem coletar um número bem maior desses pulsos para, talvez, descobrir se realmente não estamos sozinhos no Universo.

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras