Missão indiana parte para explorar regiões polares da Lua

Na última segunda-feira, 22 de julho, a Índia lançou uma missão com destino às regiões polares da Lua. A sonda Chandrayaan-2 sucede sua irmã mais velha (Chandrauaan-1) no sentido de não apenas ficar restrita à orbita lunar.

A Chandrayaan-1 foi enviado no final de outubro de 2008 e sobrevoou a Lua mapeando sua superfície. Além disso, estabeleceu buscas de evidências da existência de água ou gelo. A sonda disparou um impactador nas proximidades da cratera Shackleton, nas regiões polares ao sul da Lua. Por meio dele foi possível mapear o relevo da região e os resultados apontaram mesmo a existência de gelo.

Imagina-se que em regiões como a borda de crateras nos polos da Lua, onde o Sol nunca ilumina os depósitos de gelo, ele ainda esteja lá. E se espera tirar do gelo a sustentabilidade de futuras bases lunares. Além de usá-lo para abastecer as estações com água, ao se decompor sua molécula produz-se hidrogênio e oxigênio. Ambos podem ser usados na produção de energia, e o segundo, para renovar a atmosfera dentro das estações.

A Chandrayaan-2 partiu com a missão de estudar uma região de difícil acesso, dessa vez pousando um jipe em sua superfície. O orbitador deve lançar o módulo de pouso Vikram, um pequeno container de 5 metros de comprimento e massa de 1.600 kg (mil quilos só de combustível para o pouso) que carrega o jipe Pragyan.

O jipe fará as explorações munido com um instrumento de raios-X e um espectroscópio a laser. Ele pode alcançar a velocidade de 1 cm/s durante. O Vikram carrega quatro instrumentos que devem medir o ciclo térmico da superfície lunar e terremotos lunares.

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