Cientistas podem ter encontrado evidência de colisão entre dois planetas

Astrônomos das Ilhas Canárias encontram a primeira evidência de uma colisão direta entre dois planetas em um sistema estelar distante. Eles acham que o evento cósmico produziu um mundo rico em ferro, com quase dez vezes a massa da Terra. Há a teoria de que uma colisão como essa tenha levado à formação da Lua há 4,5 bilhões de anos.

Os cientistas estudavam um sistema a 1,6 mil anos-luz de distância, na constelação de Cygnus. Os planetas estudados giram em torno de uma estrela parecida com o sol chamada Kepler 107. Acredita-se que um dos planetas, Kepler 107c, tenha um núcleo de ferro que compõe 70% de sua massa, com o restante consistindo possivelmente de um manto rochoso. Outro planeta, mais próximo da estrela deste sistema, Kepler 107b, é 50% maior do que a Terra, mas tem metade da densidade.

Para eles, o planeta rico em ferro se formou depois de uma colisão frontal, em alta velocidade, com outro objeto, desprendendo a parte mais leve de sua camada externa. Os planetas deveriam estar viajando a mais de 60 km/s no momento do impacto.

Simulações de computador foram usadas para testar as teorias. Nelas, foi possível perceber que onde Kepler 107c está, antes, haviam dois objetos distintos. Mas eles trabalham com outras possibilidades. Uma teoria defende que o mesmo planeta tenha sido atingido várias vezes por objetos menores.

A pesquisa completa, publicada na revista Nature Astronomy, levanta novas e interessantes questões sobre como sistemas planetários se formam e evoluem em partes distantes do Universo.

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